sábado, 8 de maio de 2010

 

CASO ALSTOM E OS TUCANOS:MP apura ligações entre integrantes do governo e empresas que construirão o Veículo Leve sobre Trilhos


Ministério Público amplia investigações de empresas responsáveis pelo VLT
MP apura ligações entre integrantes do governo e empresas que construirão o Veículo Leve sobre Trilhos
Ana Maria Campos
O projeto que era a menina dos olhos de José Roberto Arruda (sem partido) se transformou no mais novo foco de problemas para o ex-governador do Distrito Federal. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) voltou à carga ontem para novas buscas e apreensões na sede da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), dentro da chamada Operação Bagre. Promotores e oficiais de Justiça recolheram documentos e computadores em busca de informações sobre os estudos que deram origem ao projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que teve as obras embargadas pela Justiça.

Com o apoio do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC), a promotora Karina Soares Rocha, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, apura irregularidades na contratação das empresas Altran-TCBR e Dalcon Engenharia, que participaram da elaboração do projeto do VLT, um bonde elétrico previsto para ligar o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Esplanada dos Ministérios, passando pelas W3 Sul e Norte. O empreendimento é uma das principais metas do Governo do Distrito Federal para a organização de Brasília como uma das sedes da Copa de 2014.

De acordo com o Ministério Público, há suspeita de irregularidades na licitação para o projeto básico, que teria contaminado a formação de todo o consórcio contratado para realizar a obra, formado pelas empresas Via Engenharia, Mendes Júnior, Alstom e TCBR. Os promotores investigam as relações de integrantes do governo Arruda, entre os quais o próprio ex-governador, com os donos da Altran-TCBR, empresa que tem parcerias com a francesa Alstom.

O ex-presidente do Metrô José Gaspar de Souza trabalhou como consultor da TCBR, empresa responsável por todos os projetos do sistema viário no Programa Brasília Integrada. Especializada em obras civis na área de transporte, a TCBR fez também o projeto do Metrô do Distrito Federal, idealizado na gestão de Arruda como secretário de Viação de Obras, no primeiro governo de Joaquim Roriz.

Primeira etapa
Em 22 de abril, o Ministério Público fez a primeira etapa da Operação Bagre, quando promotores estiveram na sede do Metrô, em Águas Claras, e das empresas Altran-TCBR e Dalcon. Também houve buscas na casa de Gaspar de Souza, especialista na área de transporte que acompanha Arruda desde os primeiros projetos do Metrô-DF. Gaspar tornou-se no GDF o coordenador do projeto do VLT. Para colocar em prática a diretriz de Arruda, que tinha no sistema de transporte uma das metas para melhorar o trânsito no centro de Brasília, Gaspar visitou projetos semelhantes em várias cidades do mundo, como Bordeaux, na França, e Dusseldorf, na Alemanha.

Em virtude da operação do Ministério Público, o governador Rogério Rosso (PMDB) decidiu exonerar Gaspar e designou para exercer o cargo de diretor-presidente do Metrô Cairo Ramos, que até então exercia a função de diretor financeiro. Ainda sob o comando de Gaspar, a direção do Metrô-DF divulgou nota em que informou que o Tribunal de Contas do DF aprovou a licitação na qual 40 empresas adquiriram o edital, mas devido a especificidades do projeto, apenas duas participaram da concorrência.

A Dalcon Engenharia venceu a licitação. O Metrô sustentou ainda que a cópia do processo está em poder do Ministério Público do Distrito Federal desde 2007. O diretor da Dalcon Engenharia, Antônio Américo Requião Passos, sustenta que as suspeitas de irregularidades não têm fundamento. Segundo ele, a empresa paranaense ganhou a concorrência por cumprir todos os requisitos exigidos.

Interdição na Linha Verde
Amanhã, das 8h às 10h, a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) terá o tráfego interrompido na via expressa norte e marginais, sentido Plano Piloto-Taguatinga. A interdição ocorrerá 300m depois da entrada principal do Setor Habitacional Lucio Costa até o trevo de acesso ao Jóquei na Estrada Parque Vale (EPVL). A interrupção se dará para a retirada dos cabos da rede de transmissão da CEB. Os motoristas só terão acesso a Taguatinga pela Via Estrutural. Os condutores que estiverem na EPTG na região do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) serão direcionados ao Setor Terminal de Cargas para que possam entrar na Estrutural.

Memória
Recursos internacionais

Em julho de 2009, o então governador, José Roberto Arruda, esteve em Paris e Montpellier, na França, para conhecer experiências de sucesso do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e negociar um financiamento no valor de 134 milhões de euros, ou seja, aproximadamente R$ 330 milhões, com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para o empreendimento. Arruda foi recebido pelo presidente da instituição financeira, ligada ao governo francês, Jean Michel Severino, e conseguiu dele um compromisso de ampliar a linha de financiamento para um novo trecho do sistema de transporte.

Na viagem, Arruda acertou detalhes sobre encontro que teria com o presidente da França, Nicolas Zarkozy, proposto por Severino. Participaram da comitiva do então governador representantes das empresas que integram o consórcio responsável pela obra — Via Engenharia, Mendes Júnior e Alstom Brasil. Na viagem, ficou acertado que a Alstom, contratada para fornecer os equipamentos do VLT, emprestaria um vagão para ser exposto em Brasília durante a passagem de Sarkozy.

O presidente da França veio a Brasília para participar da festa do 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas esteve, por oito minutos, no estande de demonstração do VLT montado em frente ao shopping Pátio Brasil pela Companhia do Metropolitano de Brasília, ao lado de Arruda. (AMC)
Correio Braziliense

 

CASO ALSTOM E OS TUCANOS:Suíça denuncia banqueiro por ligação com propina no Brasil


CASO ALSTOM
Suíça denuncia banqueiro por ligação com propina no Brasil
DE GENEBRA
O Ministério Público da Suíça denunciou por lavagem de dinheiro, pagamento de propina, falsificação e prática ilícita de negócios um banqueiro suíço ligado ao escândalo da Alstom.
A empresa francesa é suspeita de corrupção em licitações brasileiras, como a do metrô de São Paulo e a da Eletropaulo, entre outras.
As acusações contra Oskar Holenweger coroam sete anos de idas e vindas do caso e foram formalizadas no Tribunal de Bellinzona na última quarta-feira.
Segundo a denúncia, a Alstom usou Holenweger para emitir faturas falsas em contratos simulados de consultoria, que encobriam o pagamento de propina em concorrências públicas e licitações no Brasil e em outros países.
O Ministério da Justiça brasileiro encaminhou recentemente à Justiça da Suíça e à da França um pedido para quebra de sigilo de 19 pessoas e empresas suspeitas de receber propina da Alstom em licitações do governo paulista nos anos 90. (LUCIANA

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